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Fortaleza: organização, gestão e Vojvoda fazem Leão sonhar com o Brasileirão

Em 2017, o Fortaleza conseguiu a concretização de algo que parecia quase impossível, visto os últimos anos da instituição: após inúmeras tentativas, o clube enfim deixou a Série C e conquistou o acesso para a Série B do Brasileirão. De lá pra cá, o "Laion" empilhou sucessos e grandes participações em inúmeras competições: venceu a Segunda Divisão de 2018, conquistou Copas do Nordeste, joga a Série A de maneira ininterrupta desde 2019, participou de Copas Libertadores, foi semifinalista de Copa do Brasil e vice-campeão da Copa Sul-Americana em 2023. Em 2024, porém, há chance de algo maior que tudo isso ocorrer: o clube pode ser campeão do Brasileirão. Mas como?


O sucesso do Fortaleza, como destacado no primeiro parágrafo, não é de hoje. Vítima de uma desorganização no início dos anos 2000, que o tirou dos grandes torneios do futebol brasileiro, o Leão passou por uma enorme reestruturação e realiza, há anos, apostas certeiras. Muitos vão se lembrar que, o primeiro nome a recolocar o clube em destaque no cenário nacional foi o ex-goleiro Rogério Ceni que, em 2018, aceitou o desafio de treinar o time na Série B. Foi campeão nacional com folgas, virou ídolo e, nem quando pediu demissão para treinar o Cruzeiro, perdeu moral com a torcida. Voltou em 2019 e seguiu peça fundamental, até sair novamente, desta vez rumo ao Flamengo.


Rogério tem sim nome importante. Mas não foi o único. Se nomes como Zé Ricardo, Marcelo Chamusca e Enderson Moreira não foram bem enquanto técnicos do Fortaleza, quase esquecíveis, o que dizer então de Juan Pablo Vojvoda. No clube desde o início de 2021, ele está na história do clube e, talvez, já tenha superado até Ceni. Dentre os clubes da Série A, apenas Abel Ferreira, no Palmeiras, tem um trabalho mais longevo em um clube. Vojvoda, que está em sua primeira experiência no Brasil, é celebridade em Fortaleza e, tão apaixonado pela cidade e pelo clube, já recusou inúmeras sondagens de equipes do eixo, como Vasco e Corinthians, para seguir no Leão.


As escolhas de Vojvoda, que são um "mix" de surpresa, consternação e admiração por muitos, são baseadas em um projeto muito sólido tocado pelo presidente Marcelo Paz, o maior do clube. Marcelo, que há tempos toca o futebol do Fortaleza, constrói, ano a ano, um clube cada vez mais sólido e consciente de que a manutenção de bases é a receita de um sucesso a longo prazo. Em 2022, por exemplo, Vojvoda teve a demissão solicitada por muitos ao não conseguir tirar o Leão da zona do rebaixamento do Brasileirão. Paz o manteve, o time reagiu de maneira espetacular e se classificou para a Libertadores. E, nesses processos, o elenco também tem muito valor.


Muitos atletas são antigos e acompanham o crescimento do Fortaleza, tais como os laterais Tinga e Yago Pikachu, bem como o atacante Moisés, que retornou após venda ao Cruz Azul-MEX. Além deles, o "Laion" também conta com o poder de atração para ter em seu time atletas com potencial de crescimento dentro do mercado, como o goleiro João Ricardo (ex-Ceará), o meia venezuelano Kervin Andrade e o também meia, mas argentino, Pochettino. Recuperar atletas também é vantajoso, já que nomes como Kuscevic (ex-Palmeiras e Coritiba), Zé Welison (ex-Atlético-MG) e Renato Kayzer (ex-Athletico), superaram momentos pessoais e profissionais difíceis para brilharem no Leão.


Ainda é cedo para dizer se o Fortaleza terá o fôlego para brigar com o rico Botafogo e os também qualificados Palmeiras e Flamengo pelo posto de campeão brasileiro. Mas o Leão, que fora ignorado em muitos momentos, agora, não está mais no escuro. É sim candidato e, mesmo que não conquiste a taça, tem um caminho muito bem trilhado para jogar a Libertadores em 2025, mais uma vez. Na Sul-Americana, importante destacar, uma vitória contra o Rosário Central-ARG na quarta-feira, o leva às quartas-de-final. O rugido está alto. E o ataque do Leão para a glória pode chocar a todos no reino.




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